sábado, 19 de dezembro de 2009

Festa Saturnália - show com Bad Folks



Festa Saturnália!


Dia 23 de dezembro acontecerá a primeira festa do site Saturnália.

Sim! E a Vênus de Milo estará presente com toda sua beleza!


Show com Bad Folks
Dj’s: Otto e Marcell (so saravah rock aos anos 00)

Local: Blues Velvet Bar (do lado do Wonka – Ctba)
Double drink até meia-noite R$: 8,00 até meia-noite
A festa começa a partir das 21 h

Mais detalhes no flyer. ;)

Da terrinha dos Pinhais para o mundo


Publicação atrasada mas acho que vale a pena deixar o registro.


Programa na East Village Radio, de NY, toca Caio Marques e muito mais!!


Olá amigos

A lendária rádio East Village de Nova Iorque transmite no próximo domingo 13/12, o programa Sonzera Pura . O programa, dedicado a música brasileira, é produzido pelos brasileiros Artur Raton e Joel Stones, este último dono da cultuada loja de discos Nova Iorquina Tropicalia in Furs (Veja matéria sobre o programa no jornal inglês The Guardian). Durante o programa desta semana vai rolar um bloco mais que especial dedicado à musica deste que vos fala, não percam!

E no set list dessa semana ainda vai rolar muita coisa legal: Segundo o produtor Artur Ratton ” Botei Caio Marques, Copacabana Club, the Soundscapes, Cassim, Do amor, Messias, Holger, Zuzuka Poderosa, tudo isso junto com umas outras coisas velhas. Até um disco do fagner das antigas produzido pelo hermeto pascoal bem psicodelico, e um cara das antigas que eu descobri funk chamado Mandré”.

Como vcs podem ver, a bagaça vai ser forte! Confiram, a partir deste domingo na East Village Radio.

Abraços


Caio Marques

http://caiomarques.com/

Entrevista com As Diabatz - Psycho Fest via Mondobacana


Dando sequência e fechando os trabalhos da Psycho Fest, eu Dani Baum, escolhi uma banda para uma entrevista oficial. Para tanto, as bruxinhas do psychobilly As Diabatz nos concederam a honra de falar um pouco sobre o seu universo, um pouco da história da banda e seus recentes trabalhos. Borá lá!


Como surgiu a banda?
Clau Sweet Zombie - A banda surgiu com o intuito de fazer algo diferente na cena psychobilly... Nós fomos nos falando sobre a possibilidade de montar a banda, a Claudia estava aprendendo a tocar o baixo, e então resolvemos nos reunir.
Claudia - É, nós fomos nos falando, eu ainda estava aprendendo a tocar baixo, mas mesmo assim resolvemos nos reunir.
Baby Rebbel - Aí já nessa primeira reunião saiu um ensaio e nossa primeira música: Psychomad Mary.

Quais as referências musicais?
Psychobilly anos 80. The Meteors, Torment, Dypsomaniaxe, Krewmen, Ricochets, etc...

Como é para vocês o fato da banda ser formada só por mulheres? Fetichismos à parte, mas na boa, isso é muito legal né?!
É muito legal, principalmente quando vemos o público assistindo de boca aberta, quase não acreditando que realmente sabemos tocar. É um grande diferencial, visto que não existem muitas bandas de psychobilly formadas só por mulheres.

O CD que eu tenho Witches Stomp, o pôrque do nome? Podem falar sobre uma ou outra faixa em especial?
Decidimos gravar nossas quatro primeiras músicas para divulgar a banda, assim surgiu a nossa demo Witches Stomp. Com ela fomos pra Espanha para tocar no maior festival de psychobilly.
A letra da faixa Witches Stomp foi baseada nas histórias da época da Inquisição quando a Igreja Católica queimava as pessoas julgadas como bruxas, com isso, relatando o dia em que elas se vingariam.
Com a nossa viagem para o Psychobilly Meeting, tivemos a oportunidade de gravar o nosso primeiro disco oficial, o Riding Through the Devil's Hill, que lançamos pela gravadora belga Drunkabilly Records.

Vocês fizeram uma turnê internacional pela Europa no início do ano, certo? Quais lugares? Querem contar um pouco sobre essa experiência?
A Psycho Samba Tour foi para divulgar o nosso cd e passou pela Alemanha, Inglaterra, Espanha, Suíça, Itália, Dinamarca, Republica Tcheca, Holanda e Bélgica. Foi a melhor experiência que já tivemos. Tocamos em lugares fantásticos, conhecemos pessoas super legais, ganhamos muita experiência de palco e ainda ficamos muito mais amigas do que antes.


por Dani Baum
foto Adri Vecchi


via @mondobacana
http://www.mondobacana.com/blogs/as-diabataz-no-psychofest.html

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Garotas do Calendário


Cherry on Fire Miss Ana e Miss Gennie


Motorama, exposição ao fundo



A mostra fotográfica Garotas do Calendário aconteceu no encerramento da 15ª Psychobilly Fest.

A Tattoo Holic foi hostess do evento que abrigou a mostra, um pocket show acústico com o Motorama, banda argentina convidada pela Psycho Fest, com direito a tatuagem sorteada na noite anterior, com o tatuador Cacau.

Arte semipornógrafa que surgiu em meados da segunda guerra, conhecida nos traços de grandes ilustradores da época, nos armários de pilotos de avião e em calendários, é claro, de oficinas de aviões, a Pin-up Art é um ícone e uma referência à cultura dos anos 50 e ao Rockabilly.

O projeto Garotas do Calendário foi idealizado por três garotas, entre elas, a pin-up Miss Gennie, também orgulho curitibano, flickr neste link http://www.flickr.com/photos/missgennie/

Essas garotas já participaram de consultoria e editoriais de moda de revistas renomadas nacionalmente e, até, já apareceram no programa da Hebe Camargo por conta disso.

São umas gatas pra valer, desbancando o padrão estético anoréxico-bulímico que impera nos dias de hoje. Além do genial de fazer delas mesmas Pin-up Art em fotografia, movimento, moda e comportamento.

A exposição segue pra São Paulo, Rio de Janeiro e depois pra Argentina.

Confira os endereços e horários aqui.


Por Daniela Baum

fotos Giovana Silvestri


Via @mondobacana #blog @karentortato

http://www.mondobacana.com/blogs/garotas-do-calenda-rio.html

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Orgulho Curitibano | Psycho Fest 2009


Zombiezada


Sick Sick Sinners


The Brown Vampire Cats


Ovos Presley


Motorama


As Diabatz


A 15ª Psychobilly Fest começou numa noite típica de frio curitibano, neste último sábado 10 de outubro no Ópera I (antigo Operário), Largo da Ordem.

Esse festival de música psychobilly e afins acontece todo ano na capital dos pinhais. É um evento mais modesto que o Psycho Carnival, mas que tem sua relevância e este ano refletiu um bom momento para a cena nacional.

A banda que abriu a primeira noite do festival foi Os Degolados, banda paulistana que se apresentou pela primeira vez na city. Foram bem-vindos com seu punk/psychobilly recheado de letras bizarras. Acredito ser uma banda começando, mas com grande potencial.

Acho que o frio (que fazia nesta noite, com o perdão da palavra, de foder!) prejudicou um pouco o público, mas nem por isso deixou de ter adeptos de fé da “psycharada”.

Então a noite continuou um pouco tímida com a segunda banda: Voodoo Stompers, também paulistana, voltando “às ativas” depois de um período de ostracismo. Música psychochobilly mas com uma veia muito rockabilly, portanto mais sutil e um vocal menos agressivo.

Quem conseguiu esquentar os tambores desta noite foi a banda As Diabatz, curitibana, psychobilly, tem sua formação só de meninas, gostaria inclusive, de uma licença poética para chamá-las de As bruxinhas do Psycho. Pra mim, bruxa que sou, esse show foi um prelúdio ao sabá de verão. Viva! A vocalista Baby Rebbel me faz lembrar uma banda rockabilly dos tempos dos idos: Hillbillymoon Explosion, seu vocal é muito parecido, com gritinhos característicos de fazer a “caverada” suspirar, além do figurino de arrasar das moças. Essas garotas realmente são um orgulho curitibano. Cheers!

A quarta banda a habitar o palco veio de Santos: Big Nitrons. Aí a coisa pegou fogo, o pôgo comeu solto ao som desses caras fodões e suas melodias psychobilly com uma pegada muito forte da surf classic. O vocal tem uma performance e presença de palco do caralho. Eu diria que a melhor banda da noite. Eles chegaram ao cúmulo viking: encheram um barril de cerveja no palco com quatro mangueiras para o público, êita cachaceiros, digo, cervejeiros no caso!

E finalmente, a atração internacional do evento sobe ao palco. A banda argentina Motorama já esteve aqui uma vez, no Psycho Carnival em 2008 e agora voltou mostrar seu novo trabalho, o CD Crisis. Tive a impressão de que eles tinham no início da trajetória influências mais ‘rocka’, folk, até mesmo (se não for heresia) indie, que ainda deixam escapar em algumas canções, mas agora, eles já mostram na sua essência um psycho do demônio. Detalhe que o psycho fica incrível de bom em espanhol.

Pude conversar com o Nicolas, um dos integrantes, que me disse a importância deste evento para as bandas, sobre a turnê de lançamento de seu novo CD e sobre sua paixão por Curitiba, como referência para a cena, que sempre vem à nossa capital quando pode, especialmente para shows como Meteors, por exemplo, e eventualmente encontrar uma namorada (risos).

A segunda noite foi bem mais animada por conta do clima que melhorou e as caveiras saíram da tumba. Baby Rebbel & Koti, nova dupla curitibana estreando no festival, formada pela vocalista das Diabatz e pelo Lendário Chucrobillyman, monobanda conhecido aqui da terrinha. O duo se apresenta com Koti tocando com os pés uma mala de viagem que serve como bumbo, fazendo os graves, e a Baby Rebbel usa uma caixa de bateria e meia lua com os pés também, além do violão, guitarra havaiana e guitarra elétrica. Eles trazem os clássicos da country music da Velha Guarda como Hank Sr, Rockabilly 50's como Wanda Jackson e Dolly Parton. Em uma entrevista informal, Koti disse — querer ainda, misturar coisas da música negra, pitadas do swing sincopado e a pegada do Blues do Delta, tudo isso somando um pouco da energia da Garage Rock, fazer essas fusões talvez soe legal. — E também que a pretensão da dupla é a de tocar por aí e fazer som com alma e sincero.
Boa sorte!

Para esquentar a noite, os motores elegantes do rock Flatheads, banda rockabilly também curitibana que teve sua estréia no último Carnival, trouxe suas canções à moda antiga para as meninas elegantes do rock dançarem. Os rockabillies são sempre o deluxe dos eventos billy, as garotas cocótas nos seus melhores vestidos e mimos.

A única banda não curitibana da segunda noite e uma das melhores bandas do festival foi The Brown Vampire Cats. Banda psychobilly londrinense, “porruda” com um feelling hardcore. Show longo e nada cansativo. Eles registraram o melhor de seus oito anos de estrada com o recém Makabre Funeral Memory.

Para variar, o vocalista dos Ovos Presley não deu as caras. Pra quem conhece a banda, sabe que isso sempre acontece, o que é uma pena, sendo a performance de palco do Ademir insuperável. Mas a sorte desses meninos é que, com ou sem o vocalista oficial, eles seguram a onda e é show pra ninguém botar defeito. Os caras são foda desde sempre, banda com a trajetória de carreira mais longa da Fest. Além do pôgo básico, os Ovos conseguem fazer a “zombiezada” chacoalhar a caveira como se estivessem num bailinho. A galera toda sabe as letras de cor. Ovos Presley é orgulho curitibano e também com trabalho novo saindo das profundezas do inferno para o ano que vem, fechando os lançamentos deste evento.

E a banda que encerrou os trabalhos da segunda noite do festival é nada mais, nada menos que as feras do pântano (como diria um colega meu). Sick Sick Sinners é psychobilly nervoso até a alma, essa banda prova que o psycho está no sangue e que Curitiba é a Psycho Capital mêmo!

Na segundona do feriado a Psycho Fest se despediu na Tattoo Holic, com um evento de Psycho Art Tattoo: tatuador Cacau, pocket show acústico com Motorama e uma fodástica exposição “Garotas do Calendário”, mostra fotográfica de sensuais pin-ups, projeto batuta de umas garotas bacanas que integram a cena nacional. Essa mostra que começou aqui, agora segue para o Rio e depois Argentina.
Au revoir!

E eu fico por aqui me guardando pra quando o Carnival chegar.

Dani Baum

fotos: Adri Vecchi

mondobacana.com
http://www.mondobacana.com/blogs/orgulho-curitibano-psychofest.html


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Atentado Poético Saturnálico


Ilustração de Karen Tortato: Phaedra

http://www.flickr.com/photos/54686575@N00/




4. Vênus a Marte, em breve aparte


No amor

(diferentemente

da guerra),


nem tudo vale,

meu amigo.


No amor, deixas vivo

o inimigo.


Marcelo Sandmann, poeta curitibano

Extraído de 15 paesianas (à paisana) reunidas ao acaso

do livro Criptógrafo Amador


Isso é Io Saturnália!

http://saturnalia.com.br/2009/09/dia-11-de-setembro/


Atentado Poético


ilustração A.B. Ducci | Eram duas caveiras que se amavam

http://abducci.blogspot.com



se um dia pudesse viver de novo, queria nascer

dentro de um filme de tornatore. assim quando o amor

escrevesse nossos papéis, nenhum delírio poderia mais

ser atenuado, nossos atos seriam justificados pela trilha

sonora. quem sabe então eu deixasse de ser mattew

modine em birdy, e ela de viver o papel de juliette

binoche em bleu. enfim estaríamos no mesmo filme e

não nessa estória de hemingway onde somente o mar

parece nos entender. viveríamos aonde a liberdade

não fosse azul apenas de manhã e em tudo que insiste

nos faltar.


fernando koproski, poeta curitibano,

extraído do livro de sonhos


esse post só existe graças ao Saturnália

http://saturnalia.com.br/io/2009/09/dia-11-de-setembro/